Brasileiros, sim! Mas, cidadãos do Mundo, também!

Segundo alguns, nacionalismo e internacionalismo seriam conflitantes entre si. Para essa visão paradoxal, nenhuma pessoa ou organização poderia ser, ao mesmo tempo, nacionalista e internacionalista.

Nesta época de neoliberalismo feroz e dominante, essa aparente incompatibilidade se encaixa como uma luva, na medida em que o neoliberalismo é, em última análise, a supervalorização do individualismo, negando a característica solidária do ser humano. Para os neoliberais o indivíduo é naturalmente egocêntrico e para se realizar, de forma plena, precisa ter mais e mais, sempre em detrimento dos outros e hipocritamente chamam essa visão egoística de “liberdade”, de “livre empreendedorismo”, etc.

Esse modo de ver os seres humanos e todas as coisas se aplica aos países, pelos neoliberais ou neoconservadores. Vejam, por exemplo, a “doutrina” de Trump expressa na palavra de ordem “America first” (os Estados Unidos primeiro). Ela se coaduna com os princípios neoliberais cuja prática levam aos conflitos intermináveis entre indivíduos, grupos sociais e guerras entre países. Por isso, a “doutrina” Trump e o neoliberalismo estão sempre a ameaçar direitos individuais, sociais e internacionais. Essa “doutrina” quer subjugar outros países a seus interesses e nós chamamos isso de imperialismo.

Não negamos que somos indivíduos, mas não esquecemos que não bastamos a nós mesmos. Isto é, precisamos do “outro” para nos realizarmos como seres humanos e não como bestas. Basta lembrar que, embora indivíduos, nascemos e nos desenvolvemos no seio de uma família, sem a qual não sobreviveríamos. Então, o homem é um “ser social” e não pura e simplesmente um indivíduo.

Se ser “nacionalista” é defender os interesses de uma nação, perguntamos se, do ponto de vista político, quanto do ponto de vista econômico, os interesses da nossa nação estão sendo observados? Na economia os lucros recordes do capital financeiro e a manutenção do modelo agroexportador que remonta ao Brasil-Colônia não são contrariados; na política, todos os políticos importantes (seja do legislativo, executivo e outras figuras públicas) são financiados, em suas campanhas eleitorais, por esses mesmos setores ligados diretamente ou indiretamente a interesses transnacionais que chamamos de imperialismo.

No Brasil, temos, entre vários, o exemplo da “reforma” trabalhista que para dar muito mais a uns poucos tira direitos de muitos.

Outros países, como o nosso, são subjugados por esse imperialismo. Com esses países em situação similar à do Brasil somos solidários e a isso denominamos internacionalismo.

Então, nacionalismo e internacionalismo não se excluem, ao contrário se complementam e cumprem a natureza solidária do homem.

Por isso, dizemos, com orgulho, somos BRASILEIROS, SIM! MAS, CIDADÃOS DO MUNDO, TAMBÉM!

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